Preciosos amigos,
Sejam muito bem-vindos ao Diário de Bordo da Elis, edição final. Eu não podia terminar essa saga sem descrever como foi o meu retorno ao Brasil, afinal toda expedição tem o seu registro derradeiro, com a devida prestação de contas ao comandante da embarcação. Se foi a minha razão que me conduziu para essa aventura em terras lusitanas, foi o meu coração que me trouxe de volta pra casa, sã e salva e cheia de boas lembranças e histórias para contar! Terra à vista!
Ultima Semana em Portugal
Os últimos dias em Portugal foram de muitos passeios e escaladas. Depois do último relato, em que relatei ter conhecido Fátima, Leiria e Pombal, vários outros roteiros me esperavam para concluir as férias com os amigos portugueses. Estive no mosteiro da Batalha, em Alfeizerão, em São Martinho do Porto, na cidade de Nazaré, em Aljubarrota, no mosteiro de Alcobaça e em Óbidos. Todas essas são cidades e/ou vilas deliciosas na região central de Portugal, cheias de história e tradição. O destaque vai para São Martinho do Porto, que tem uma praia muito agradável onde andei de gaivota (uma espécie de pedalinho) e também para Óbidos, uma cidade histórica, toda cercada de muralhas medievais, na qual eu presenciei uma legítima feira medieval, com direito a trajes e comidas típicas. No meu penúltimo dia em Portugal ainda fui à região do Alentejo, uma das mais tradicionais de Portugal, que fica em direção ao sul do país e bem abaixo de Lisboa. Lá conheci a aldeia de Vimieiro e a cidade de Évora, com o seu templo de Diana, uma construção romana muito preservada.
Como se vê, a viagem foi produtiva e divertida até o fim. Posso dizer que a minha quilometragem aumentou consideravelmente nas últimas semanas por lá..rsrsrs... Isso é que eu chamo de aproveitar até a última gota! J
Embarque
Depois de tantas aventuras vividas, se o embarque para o Brasil fosse simples não ia ter a menor graça. Na verdade, na véspera da viagem eu nem consegui dormir de tanta expectativa. Ao chegar ao aeroporto, com duas malas gigantes (fora as outras duas que deixei em Portugal) e muita bagagem de mão, achei estranho que meu vôo não aparecesse no painel eletrônico. Minha aflição se confirmou quando a atendente da TAP me disse que o vôo tinha sido transferido para o dia seguinte. Imaginem a minha decepção...Como assim, ninguém me avisou?? Incrível o desrespeito a mim como passageira. Mal sabiam os caras o quanto esse coração mineirinho estava batendo forte de vontade de voltar pra casa. Entre choros e suspiros de decepção, tentei avisar a todos no Brasil que a festa ia ter que esperar mais 24 horas.
Festinha da chegada
Quando eu digo festa, é festa mesmo. Depois de um vôo de nove horas sem maiores incidentes, cheguei ao Brasil na tarde do dia 16 de julho. Minha família estava no aeroporto, com faixa e apitos e eu fiquei mesmo muito emocionada. Chorei muito, por sentir que ali estavam as pessoas que eu mais amo e que mais me amam nesse mundo, para cujos braços eu sonhava em voltar, a fim de suprir aquela falta do amor puro e verdadeiro que a gente sente quando está fora do ninho. Ao chegar em casa, tinha mesmo uma festinha montada, com direito àquela cerveja gelada que foi objeto de muitos brindes com os meus melhores amigos, que estiveram lá durante toda a noite para me rever. A emoção foi incrível! A partir daquele momento senti como se estivesse de novo ficando raízes num solo fértil, de uma terra que sempre foi minha. Pra muita gente ganhar o mundo é coisa fácil, mas pra mim, uma legítima taurina de elemento terra, fácil mesmo é voltar pra casa, onde eu me sinto segura e feliz.
Readaptação
Duas semanas foi o tempo que demorei para me rearticular por aqui. No início fiquei meio lenta, sem muita ação e espero que isso tenha sido mesmo efeito do fuso-horário. Passados os primeiros dias, fui readquirindo minhas referências, revisitando lugares, revendo pessoas e reprogramando minhas atividades pessoais e profissionais. Voltar na minha casa da serra do cipó foi uma experiência à parte. Eu sou daquele lugar muito mais do que ele é meu! Só sou completa lá, entre as árvores do cerrado, as águas de Iemanjá e aquele vento único e vivo, que faz a curva naquele pé de serra, na beira da represa. Espero nunca mais ter que ficar longe de lá tanto tempo, porque descobri que as minhas raízes nessa vida são muito mais profundas do que eu podia imaginar. Nunca quis tanto fazer coisas tão simples: ver a cara dos meus alunos, atender aos meus clientes de advocacia, escalar no calcário da minha terra, nadar nas cachoeiras do cipó, almoçar com a minha família, bater papo com os amigos e brincar todo dia com o meu afilhado lindo e com a minha labradora Luna, fiel escudeira nesses últimos seis anos. Hoje sei que a vida é feita desses pequenos prazeres, daquele sabor que só encontramos na simplicidade da rotina que nos realiza e nos dignifica. Nada melhor do que andar por terras distantes, desvendar o novo e viver tudo o que a vida proporciona para aprender a valorizar ainda mais, e sempre, aquilo que Deus nos deu! Maktub: tudo isso estava escrito e foi vivido em sua plenitude!
Por essa última vez ainda me despeço de vocês, meus confidentes, meus amigos e meus cúmplices nesse capítulo tão precioso, tão profundo e tão pleno da minha vida! Essa viagem só fez sentido porque eu pude compartilhar o que vivi e senti com cada um de vocês. Obrigada pela paciência, obrigada pelos emails e mensagens de encorajamento que me renovaram as energias tantas vezes e me fizeram ter a certeza de que o caminho somos nós mesmos que fazemos, onde quer que estejamos, com respeito, amor e dignidade! É muito bom estar de volta! Portugal vai ficar na minha memória como uma terra especial de um período mágico da minha vida, ao qual eu devo muito do pouco que hoje eu sou.
Beijos, abraços, lágrimas, sorrisos e o meu muito obrigado, de coração!
Até sempre, para sempre.
Elis
AS VENTURAS E DESVENTURAS DE UMA MINEIRINHA NAS TERRAS DE CABRAL
Sejam vem-vindos! Mi casa, su casa.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Edição 30 - 08/07/2010
Queridos amigos,
Sejam muito bem-vindos ao Diário de Bordo da Elis, em sua penúltima edição. Falta uma semana para que a viagem termine e Elis Álvares Cabral retorne à sua terra natal. Mais do que nunca estou ansiosa por rever tudo e todos e voltar ao seio das minhas queridas montanhas de Minas.
Viagem
Neste momento não estou em Lisboa e sei que foi muito acertada essa decisão de viajar um pouco por Portugal, antes de voltar ao Brasil. Para minha sorte, os amigos da escalada estão de férias e ansiavam por descansar, ir à praia e escalar. É isso que temos feito na última semana e tem sido muito divertido. Tem sido um privilégio conseguir, nesses poucos dias que ainda passo por aqui, conhecer lugares e pessoas, rodar por cidades, vilas e aldeias e ver como os portugueses lidam com a terra e como vivem em comunidade.
Tenho me sentido mais feliz e em paz por estar em lugares menores e mais em contato com a natureza. Na verdade, as aldeias aqui se parecem bastante com as nossas, com a diferença de ter algumas casas um pouco mais requintadas e ter sempre uma estrada principal asfaltada que chega à comunidade. No mais, a vida é simples e as pessoas plantam hortaliças e frutas, criam galinhas, patos e coelhos, cuja carne é muito apreciada por aqui. Eu comi comidas muito típicas portuguesas, como o feijão verde, a carne alentejana, o bacalhau, as migas (farelos de broa com couve, feijão e alho), a sardinha assada na brasa, as azeitonas frescas, as nozes colhidas no pé, o azeite caseiro e o vinho da terra. Que delícia! No interior, os portugueses vivem muito bem!
Fátima
Comecei a viagem por Fátima e gostei imenso, como dizem por aqui...rs. O santuário tem uma energia mesmo muito religiosa, cheia daquela mística da fé e da devoção. Também fiz a caminhada dos últimos passos de Jesus, que simula a subida ao Monte Calvário e é linda. Tem uma pista no meio, para as pessoas fazerem de joelhos, de modo a pagar as suas promessas. Felizmente não tinha ninguém se penitenciando a esse ponto, mas dizem que é muito comum nos festejos do dia 13 de maio, que é o dia da Nossa Senhora de Fátima. A santa apareceu a três pastorinhos numa azinheira (arvore tipicamente portuguesa) durante vários meses em 1919 e fez história no país, que se orgulha de ter recebido os milagres de Fátima. Foi lá também que o Papa João Paulo II foi baleado e a bala que o atingiu próximo ao coração fica guardada no santuário, protegida a sete chaves.
Fátima é uma cidade pequenina, mas é bastante urbana e o movimento por lá é absolutamente sazonal. Perto do dia da santa e durante o verão fica tudo absolutamente lotado e no inverno não se vê quase ninguém pelas ruas. De Fátima, eu fui à aldeia de Chainça onde fiquei hospedada na casa de uma bela família, que me recebeu com muito carinho. Pelo caminho e no quintal da casa vi muitas flores, frutos, árvores, hortaliças, forno para pão caseiro e até uma pequena adega para a produção de vinho. Por aqui as frutas de climas frios predominam: uvas, morangos, ameixas e peras.
Leiria
De Fátima fui a Leiria, conhecer a capital da região central de Portugal. Depois de Lisboa e do Porto, essa é a cidade economicamente mais importante do país. Apesar de ser também bastante urbana, Leiria é muito acolhedora e como não é assim muito grande, conserva aquele sossego das cidades interioranas. Fui a uma feira livre por lá, na qual comerciantes, principalmente ciganos, vendiam de tudo, a preços baratíssimos. Como os ciganos aqui são muito freqüentes, mas tem fama de não serem muito honestos, dizem que algumas das coisas à venda são furtadas, mas não há como distinguir entre produtos originais e cópias. É uma espécie de shopping Oi a céu aberto...rsrsrs...Não sabia que os portugueses também eram muambeiros...kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
A cidade ainda tem outras atrações. Gostei muito da parte antiga, com ruas bem estreitas e casas muito velhas. Gostei das esplanadas, que ficam nas praças, onde as pessoas sentam para tomar uma imperial (chopp) ou um café.
Leiria também tem um castelo lindo, cujas muralhas estão intactas e que fica num ponto muito alto, com uma linda vista da cidade. Adorei visitá-lo. Eles também têm um estádio de futebol enorme, que foi construído para jogos internacionais e que é muito imponente, embora esteja subutilizado, segundo informações locais.
Nas proximidades de Leiria, eu e os amigos portugueses escalamos num lugar lindíssimo, chamado “reguengo do fetal”, que é um conjunto de montanhas de calcário, com várias cavernas e algo em torno de 120 vias equipadas. Fiquei deslumbrada com a beleza do lugar. Tinha um vento delicioso e era mesmo muito preservado. Em volta das montanhas tinham vários moinhos eólicos gigantes, que são aqueles cata-ventos enormes, para produção de energia renovável.
Pombal
De Leiria segui para Pombal, onde a diversão foi garantida. Fomos à praia do Osso da Baleia e também escalamos na região da Redinha, em dois lugares diferentes: no Vale dos Poios e na aldeia de Senhora da Estrela. Todos dois são lugarejos lindos, muito pequeninos e calmos. Na Senhora da Estrela, algumas das vias ficam atrás da capelinha, no alto da montanha, com uma vista privilegiada para toda a região. No Vale dos Poios, caminhamos por uns 20 minutos para chegar à base das vias, mas tudo no meio de uma serra altíssima e muito verde, simplesmente maravilhosa. Foram dias perfeitos de escalada! Também encontramos em Pombal uma parede artificial excelente, no meio de uma praça, onde pudemos treinar à sombra, nos horários de maior calor, já que esses dias por aqui os termômetros chegaram a marcar quase 40 graus. Nunca tinha vivido um calor tão intenso e diferente do nosso, porque é seco. Não tem chuva nunca e o sol frita mesmo a pele. É preciso ter cuidado, porque o processo de desidratação é rápido. E pensar que a alguns meses enfrentei um frio de zero grau em Lisboa! É impressionante como na Europa as estações são marcadas! E no calor também faz calor mesmo....ainda bem que estava no campo e não na cidade, derretendo junto com o asfalto! Rsrsrsrs
A cidade de Pombal é pequenina, mas também muito charmosa. É a terra natal do Marquês de Pombal, um político e jurista muito importante para a história de Portugal. Por lá também há um castelo bem alto e imponente, que eu fui visitar. É impressionante como toda terra aqui em Portugal tem um castelo e/ou um palácio. A história está muito preservada, desde as ruínas da idade média, passando pela riqueza do período monárquico e o orgulho dos descobrimentos, até chegar aos marcos políticos e culturais da república. Viver aqui foi sorver doses de história viva, todos os dias!
Bem, agora estou a caminho de São Martinho do Porto e ainda falta conhecer algumas cidades, cujo relato vou deixar para a próxima e última edição. Como alguns de vocês já sabem, chego em Confins às 15h30min do dia 15 de julho, próxima quinta-feira. Nesse mesmo dia vou receber os amigos na casa dos meus pais, para poder abraçar e beijar a todos, antes de dormir minha primeira noite de volta ao Brasil. Sei que o fuso horário é muito cansativo, mas mal posso esperar para estar entre os meus, para me sentir em casa, rodeada pelo carinho das pessoas que eu tanto amo. Sintam-se todos convidados e espero muito ver cada um de vocês lá, para festejarmos o reencontro, que certamente é um dos momentos mais mágicos da vida.
A partir de agora, é contagem regressiva!
Beijos,
Elis
Sejam muito bem-vindos ao Diário de Bordo da Elis, em sua penúltima edição. Falta uma semana para que a viagem termine e Elis Álvares Cabral retorne à sua terra natal. Mais do que nunca estou ansiosa por rever tudo e todos e voltar ao seio das minhas queridas montanhas de Minas.
Viagem
Neste momento não estou em Lisboa e sei que foi muito acertada essa decisão de viajar um pouco por Portugal, antes de voltar ao Brasil. Para minha sorte, os amigos da escalada estão de férias e ansiavam por descansar, ir à praia e escalar. É isso que temos feito na última semana e tem sido muito divertido. Tem sido um privilégio conseguir, nesses poucos dias que ainda passo por aqui, conhecer lugares e pessoas, rodar por cidades, vilas e aldeias e ver como os portugueses lidam com a terra e como vivem em comunidade.
Tenho me sentido mais feliz e em paz por estar em lugares menores e mais em contato com a natureza. Na verdade, as aldeias aqui se parecem bastante com as nossas, com a diferença de ter algumas casas um pouco mais requintadas e ter sempre uma estrada principal asfaltada que chega à comunidade. No mais, a vida é simples e as pessoas plantam hortaliças e frutas, criam galinhas, patos e coelhos, cuja carne é muito apreciada por aqui. Eu comi comidas muito típicas portuguesas, como o feijão verde, a carne alentejana, o bacalhau, as migas (farelos de broa com couve, feijão e alho), a sardinha assada na brasa, as azeitonas frescas, as nozes colhidas no pé, o azeite caseiro e o vinho da terra. Que delícia! No interior, os portugueses vivem muito bem!
Fátima
Comecei a viagem por Fátima e gostei imenso, como dizem por aqui...rs. O santuário tem uma energia mesmo muito religiosa, cheia daquela mística da fé e da devoção. Também fiz a caminhada dos últimos passos de Jesus, que simula a subida ao Monte Calvário e é linda. Tem uma pista no meio, para as pessoas fazerem de joelhos, de modo a pagar as suas promessas. Felizmente não tinha ninguém se penitenciando a esse ponto, mas dizem que é muito comum nos festejos do dia 13 de maio, que é o dia da Nossa Senhora de Fátima. A santa apareceu a três pastorinhos numa azinheira (arvore tipicamente portuguesa) durante vários meses em 1919 e fez história no país, que se orgulha de ter recebido os milagres de Fátima. Foi lá também que o Papa João Paulo II foi baleado e a bala que o atingiu próximo ao coração fica guardada no santuário, protegida a sete chaves.
Fátima é uma cidade pequenina, mas é bastante urbana e o movimento por lá é absolutamente sazonal. Perto do dia da santa e durante o verão fica tudo absolutamente lotado e no inverno não se vê quase ninguém pelas ruas. De Fátima, eu fui à aldeia de Chainça onde fiquei hospedada na casa de uma bela família, que me recebeu com muito carinho. Pelo caminho e no quintal da casa vi muitas flores, frutos, árvores, hortaliças, forno para pão caseiro e até uma pequena adega para a produção de vinho. Por aqui as frutas de climas frios predominam: uvas, morangos, ameixas e peras.
Leiria
De Fátima fui a Leiria, conhecer a capital da região central de Portugal. Depois de Lisboa e do Porto, essa é a cidade economicamente mais importante do país. Apesar de ser também bastante urbana, Leiria é muito acolhedora e como não é assim muito grande, conserva aquele sossego das cidades interioranas. Fui a uma feira livre por lá, na qual comerciantes, principalmente ciganos, vendiam de tudo, a preços baratíssimos. Como os ciganos aqui são muito freqüentes, mas tem fama de não serem muito honestos, dizem que algumas das coisas à venda são furtadas, mas não há como distinguir entre produtos originais e cópias. É uma espécie de shopping Oi a céu aberto...rsrsrs...Não sabia que os portugueses também eram muambeiros...kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
A cidade ainda tem outras atrações. Gostei muito da parte antiga, com ruas bem estreitas e casas muito velhas. Gostei das esplanadas, que ficam nas praças, onde as pessoas sentam para tomar uma imperial (chopp) ou um café.
Leiria também tem um castelo lindo, cujas muralhas estão intactas e que fica num ponto muito alto, com uma linda vista da cidade. Adorei visitá-lo. Eles também têm um estádio de futebol enorme, que foi construído para jogos internacionais e que é muito imponente, embora esteja subutilizado, segundo informações locais.
Nas proximidades de Leiria, eu e os amigos portugueses escalamos num lugar lindíssimo, chamado “reguengo do fetal”, que é um conjunto de montanhas de calcário, com várias cavernas e algo em torno de 120 vias equipadas. Fiquei deslumbrada com a beleza do lugar. Tinha um vento delicioso e era mesmo muito preservado. Em volta das montanhas tinham vários moinhos eólicos gigantes, que são aqueles cata-ventos enormes, para produção de energia renovável.
Pombal
De Leiria segui para Pombal, onde a diversão foi garantida. Fomos à praia do Osso da Baleia e também escalamos na região da Redinha, em dois lugares diferentes: no Vale dos Poios e na aldeia de Senhora da Estrela. Todos dois são lugarejos lindos, muito pequeninos e calmos. Na Senhora da Estrela, algumas das vias ficam atrás da capelinha, no alto da montanha, com uma vista privilegiada para toda a região. No Vale dos Poios, caminhamos por uns 20 minutos para chegar à base das vias, mas tudo no meio de uma serra altíssima e muito verde, simplesmente maravilhosa. Foram dias perfeitos de escalada! Também encontramos em Pombal uma parede artificial excelente, no meio de uma praça, onde pudemos treinar à sombra, nos horários de maior calor, já que esses dias por aqui os termômetros chegaram a marcar quase 40 graus. Nunca tinha vivido um calor tão intenso e diferente do nosso, porque é seco. Não tem chuva nunca e o sol frita mesmo a pele. É preciso ter cuidado, porque o processo de desidratação é rápido. E pensar que a alguns meses enfrentei um frio de zero grau em Lisboa! É impressionante como na Europa as estações são marcadas! E no calor também faz calor mesmo....ainda bem que estava no campo e não na cidade, derretendo junto com o asfalto! Rsrsrsrs
A cidade de Pombal é pequenina, mas também muito charmosa. É a terra natal do Marquês de Pombal, um político e jurista muito importante para a história de Portugal. Por lá também há um castelo bem alto e imponente, que eu fui visitar. É impressionante como toda terra aqui em Portugal tem um castelo e/ou um palácio. A história está muito preservada, desde as ruínas da idade média, passando pela riqueza do período monárquico e o orgulho dos descobrimentos, até chegar aos marcos políticos e culturais da república. Viver aqui foi sorver doses de história viva, todos os dias!
Bem, agora estou a caminho de São Martinho do Porto e ainda falta conhecer algumas cidades, cujo relato vou deixar para a próxima e última edição. Como alguns de vocês já sabem, chego em Confins às 15h30min do dia 15 de julho, próxima quinta-feira. Nesse mesmo dia vou receber os amigos na casa dos meus pais, para poder abraçar e beijar a todos, antes de dormir minha primeira noite de volta ao Brasil. Sei que o fuso horário é muito cansativo, mas mal posso esperar para estar entre os meus, para me sentir em casa, rodeada pelo carinho das pessoas que eu tanto amo. Sintam-se todos convidados e espero muito ver cada um de vocês lá, para festejarmos o reencontro, que certamente é um dos momentos mais mágicos da vida.
A partir de agora, é contagem regressiva!
Beijos,
Elis
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