Olá Pessoal,
Bem vindos ao Diário de Bordo da Elis.
Bem, uma semana em Lisboa já dá história pra contar, e é história com “h”, tudo verdade mesmo...Rs
Vou dividir o informativo em subtítulos de rápida leitura, pra ficar mais agradável ok? Vamos lá:
Lugares
Destaque para o Mosteiro de São Jerônimo. Uma construção grandiosa, super mística, imponente mesmo.
Ponte 25 de Abril: construída pelo mesmo engenheiro que fez a Golden Gate, nos EUA, a ponte é gigante, muito alta e vazada: vários trechos são feitos com barras de aço por meio das quais conseguem-se enxergar a cidade lá embaixo. À noite a ponte é iluminada. Um espetáculo à parte.
Rio Tejo: achava que fosse bem bucólico, mas não tem nada disso. Parece litoral...tem docas, barcos, cais, etc. A água é bem limpa e tem uma imagem do Cristo ao longe, imitando o nosso. Tem outros muitos..aos poucos eu conto.
Noite
Não há tantos botecos como os nossos, mas o povo bebe uma cervejada nos restaurantes baratos que ficam abertos à noite.
A região com mais boates são as Docas, um aglomerado de chalés muito elegantes às margens do Rio Tejo onde se toca música de vários estilos, até altas da madrugada e reúne gente do mundo todo.
As músicas brasileiras que eles escutam estão ultrapassadíssimas. Ouvi alguns pagodes e sertanejos que nem no Forró do Mangabinha tocam mais.
Cozinha
Os portugueses não têm o hábito de comer feijão
O pão mais comum não é o francês como o nosso, e sim um pão duro que eles chamam de papo seco..kkkkk (Não quero nem saber do português da padaria)
Vinho aqui bom e baratíssimo...comprei uma garrafa de um vinho tinto seco por 1 euro (e era bom..resolvi trocar a catuaba por vinho! Rsrsrs)
Trânsito
O metro (sem acento mesmo...rs) é sensacional. Funciona e liga a cidade inteira. Existe um passe que custa 18 euros e dá acesso ao metro durante um mês, para uso livre.
Ônibus aqui se chama autocarro e trem é comboio.
Além desses modos de locomoção, eles têm bondinhos elétricos. Os carros variam de Mercedes e BMW poderosas (inclusive táxis...um luxo) até um tal de smart, que é um carrinho minúsculo que parece de brinquedo.
Moeda
O euro parece nota do banco imobiliário: tem notas coloridas de diferentes tamanhos. As notas de 5, 10 e 20 são as que mais circulam. 1 e 2 euros só vi em moedas. Nota de 100 é só pra turista ou barão...rss
A máxima aqui é: Quem converte, não diverte. Descobri que preciso parar de pensar em Real, pra não ficar doida. Paguei 3,50 euros num chopp lá nas Docas e 1,60 numa lata de Coca-Cola (nesse último caso fui literalmente passada pra trás, pois o preço comum, vim a saber depois, é 0,90 euro – noventa cêntimos, como dizem aqui)
Higiene
Todos tomam água da torneira (é potável, mas eu achei que tem um gosto estranho...Prefiro a mineral, por enquanto)
Os chuveiros são a gás. O do hotel tinha torneira de apertar com tempo marcado, como as pias de restaurantes aí no Brasil. Resultado: pra tomar um bom banho tem que ficar bombando o chuveiro o tempo todo (ufa)
Clima
Nos primeiros dias fez literalmente calor: 25 a 29 graus de dia e uns 19 à noite. Agora está mais frio: cerca de 15 graus. Ainda não choveu aqui mas o dia amanhece nublado e só abre lá pelo meio do dia. Tem sol mas ele não esquenta..rs....As pessoas em geral andam bem vestidas, com bons casacos, parkas, sobretudos, cachecóis...estilo bem europeu mesmo.
Pessoas
Os portugueses de fato não são calorosos como nós, mas sabendo lidar podem ser prestativos. Os comerciantes têm mais paciência para dar informações do que as pessoas na rua.
Eles realmente falam muito enrolado e muito rápido, mas suspeito que aqui em Lisboa isso ainda é melhor do que no interior. Usam o “pois” o tempo todo e atendem o telefone falando “to” ao invés de “alô”. (pleonasmo total, já que atender significa necessariamente estar...rsrsrs)
Tem gente do mundo todo aqui, o tempo todo. Se você está na estação do metro, tem gente falando espanhol, alemão, italiano, etc. Inglês é mais raro. Ás vezes ele é usado apenas como uma forma de comunicação entre pessoas que não falam a mesma língua.
Universidade
O bandejão custa 2,10, mas tem uma fila maior do que o do restaurante popular, aí na Andradas..kkkkkk. A comida é balanceada, saudável,mas meio estranha. Normalmente tem uma cumbuca de sopa que dá medo: é aquela sopa de letrinhas, mas com um caldo que é só água. Tem que pescar o macarrão.
A biblioteca da Faculdade de Direito me decepcionou um pouco: é menor do que a da PUC e com certeza menor do que a da UFMG
Os professores são catedráticos mesmo: muito formais, mas cultos ao extremo. Verdadeiros mestres.
Já fiz muitas amizades no mestrado (no doutorado nenhuma ainda já que meus colegas ainda não foram ás aulas..kkkkkk). Cada um está numa casa ou república diferente e assim combinamos sempre de fazer rangos e tomar vinho na casa uns dos outros. Tem um Chef de cozinha português que mora com dois dos colegas mestrandos e ele se agregou ao nosso grupo, garantindo assim a qualidade dos jantares..rs...No último comemos macarrão com molho de camarão e frutos do mar. (delicioso). Detalhe: o apelido do tal chef é “Puto”..rs...mas aqui puto é menino, ou gajo...nada de depreciativo.
Pesadas
Por falar em puto, lá vão as pérolas dessa edição. Ao viajar para Portugal, há algumas coisas que se precisa saber:
Broche aqui, longe de ser um penduricalho que se usa pra enfeitar a roupa, significa sexo oral, literalmente um boquete....kkkkkkkkkkk (foi duro descobrir isso: minha colega de AP chegou ao atendente da loja e lhe disse: me dá um broche...O gajo caiu na gargalhada)
Durex aqui não se compra na papelaria, mas na farmácia, pq é marca de camisinha...ahahahahahahah (bem sugestivo né?)
Bem, já cansei vocês demais. É que como jornalista e, ainda, mineira, tenho vários causos pra contar. Prometo ser mais breve nos próximos.
Fiquem todos bem e com Deus.
Beijos
Bem vindos ao Diário de Bordo da Elis.
Bem, uma semana em Lisboa já dá história pra contar, e é história com “h”, tudo verdade mesmo...Rs
Vou dividir o informativo em subtítulos de rápida leitura, pra ficar mais agradável ok? Vamos lá:
Lugares
Destaque para o Mosteiro de São Jerônimo. Uma construção grandiosa, super mística, imponente mesmo.
Ponte 25 de Abril: construída pelo mesmo engenheiro que fez a Golden Gate, nos EUA, a ponte é gigante, muito alta e vazada: vários trechos são feitos com barras de aço por meio das quais conseguem-se enxergar a cidade lá embaixo. À noite a ponte é iluminada. Um espetáculo à parte.
Rio Tejo: achava que fosse bem bucólico, mas não tem nada disso. Parece litoral...tem docas, barcos, cais, etc. A água é bem limpa e tem uma imagem do Cristo ao longe, imitando o nosso. Tem outros muitos..aos poucos eu conto.
Noite
Não há tantos botecos como os nossos, mas o povo bebe uma cervejada nos restaurantes baratos que ficam abertos à noite.
A região com mais boates são as Docas, um aglomerado de chalés muito elegantes às margens do Rio Tejo onde se toca música de vários estilos, até altas da madrugada e reúne gente do mundo todo.
As músicas brasileiras que eles escutam estão ultrapassadíssimas. Ouvi alguns pagodes e sertanejos que nem no Forró do Mangabinha tocam mais.
Cozinha
Os portugueses não têm o hábito de comer feijão
O pão mais comum não é o francês como o nosso, e sim um pão duro que eles chamam de papo seco..kkkkk (Não quero nem saber do português da padaria)
Vinho aqui bom e baratíssimo...comprei uma garrafa de um vinho tinto seco por 1 euro (e era bom..resolvi trocar a catuaba por vinho! Rsrsrs)
Trânsito
O metro (sem acento mesmo...rs) é sensacional. Funciona e liga a cidade inteira. Existe um passe que custa 18 euros e dá acesso ao metro durante um mês, para uso livre.
Ônibus aqui se chama autocarro e trem é comboio.
Além desses modos de locomoção, eles têm bondinhos elétricos. Os carros variam de Mercedes e BMW poderosas (inclusive táxis...um luxo) até um tal de smart, que é um carrinho minúsculo que parece de brinquedo.
Moeda
O euro parece nota do banco imobiliário: tem notas coloridas de diferentes tamanhos. As notas de 5, 10 e 20 são as que mais circulam. 1 e 2 euros só vi em moedas. Nota de 100 é só pra turista ou barão...rss
A máxima aqui é: Quem converte, não diverte. Descobri que preciso parar de pensar em Real, pra não ficar doida. Paguei 3,50 euros num chopp lá nas Docas e 1,60 numa lata de Coca-Cola (nesse último caso fui literalmente passada pra trás, pois o preço comum, vim a saber depois, é 0,90 euro – noventa cêntimos, como dizem aqui)
Higiene
Todos tomam água da torneira (é potável, mas eu achei que tem um gosto estranho...Prefiro a mineral, por enquanto)
Os chuveiros são a gás. O do hotel tinha torneira de apertar com tempo marcado, como as pias de restaurantes aí no Brasil. Resultado: pra tomar um bom banho tem que ficar bombando o chuveiro o tempo todo (ufa)
Clima
Nos primeiros dias fez literalmente calor: 25 a 29 graus de dia e uns 19 à noite. Agora está mais frio: cerca de 15 graus. Ainda não choveu aqui mas o dia amanhece nublado e só abre lá pelo meio do dia. Tem sol mas ele não esquenta..rs....As pessoas em geral andam bem vestidas, com bons casacos, parkas, sobretudos, cachecóis...estilo bem europeu mesmo.
Pessoas
Os portugueses de fato não são calorosos como nós, mas sabendo lidar podem ser prestativos. Os comerciantes têm mais paciência para dar informações do que as pessoas na rua.
Eles realmente falam muito enrolado e muito rápido, mas suspeito que aqui em Lisboa isso ainda é melhor do que no interior. Usam o “pois” o tempo todo e atendem o telefone falando “to” ao invés de “alô”. (pleonasmo total, já que atender significa necessariamente estar...rsrsrs)
Tem gente do mundo todo aqui, o tempo todo. Se você está na estação do metro, tem gente falando espanhol, alemão, italiano, etc. Inglês é mais raro. Ás vezes ele é usado apenas como uma forma de comunicação entre pessoas que não falam a mesma língua.
Universidade
O bandejão custa 2,10, mas tem uma fila maior do que o do restaurante popular, aí na Andradas..kkkkkk. A comida é balanceada, saudável,mas meio estranha. Normalmente tem uma cumbuca de sopa que dá medo: é aquela sopa de letrinhas, mas com um caldo que é só água. Tem que pescar o macarrão.
A biblioteca da Faculdade de Direito me decepcionou um pouco: é menor do que a da PUC e com certeza menor do que a da UFMG
Os professores são catedráticos mesmo: muito formais, mas cultos ao extremo. Verdadeiros mestres.
Já fiz muitas amizades no mestrado (no doutorado nenhuma ainda já que meus colegas ainda não foram ás aulas..kkkkkk). Cada um está numa casa ou república diferente e assim combinamos sempre de fazer rangos e tomar vinho na casa uns dos outros. Tem um Chef de cozinha português que mora com dois dos colegas mestrandos e ele se agregou ao nosso grupo, garantindo assim a qualidade dos jantares..rs...No último comemos macarrão com molho de camarão e frutos do mar. (delicioso). Detalhe: o apelido do tal chef é “Puto”..rs...mas aqui puto é menino, ou gajo...nada de depreciativo.
Pesadas
Por falar em puto, lá vão as pérolas dessa edição. Ao viajar para Portugal, há algumas coisas que se precisa saber:
Broche aqui, longe de ser um penduricalho que se usa pra enfeitar a roupa, significa sexo oral, literalmente um boquete....kkkkkkkkkkk (foi duro descobrir isso: minha colega de AP chegou ao atendente da loja e lhe disse: me dá um broche...O gajo caiu na gargalhada)
Durex aqui não se compra na papelaria, mas na farmácia, pq é marca de camisinha...ahahahahahahah (bem sugestivo né?)
Bem, já cansei vocês demais. É que como jornalista e, ainda, mineira, tenho vários causos pra contar. Prometo ser mais breve nos próximos.
Fiquem todos bem e com Deus.
Beijos
Élish,
ResponderExcluirNao concordo com algumas coisas:
1) Que os portugueses nao tem o habito de comer feijao: voce ja ouviu falar do arroz com feijao ou da sopa de pedra?
2) Que a agua do Tejo seja limpa.
3) Que a biblioteca da faculdade de direito seja menor que a da PUC (Mai nem de looonge)
Fui!