Queridos amigos,
Sejam muito bem-vindos ao Diário de Bordo da Elis.
Superada a fase Cabral, me apraz ser a Elis Vaz de Caminha. O diário dessa semana ficou longo, como as cartas do nosso querido dedo-duro histórico oficial!!
Pessoas, isso aqui é, com efeito, uma experiência absolutamente antropológica!
Língua
A palavra apelido aqui é sinônimo de sobrenome. Então todos nós aqui temos um primeiro nome e um apelido. Até eu descobrir isso me identifiquei muitas vezes como Elisângela Elis, achando que estava arrasando.
Aliás, to me sentindo muito à vontade com meu apelido português, pois tem um monte de Menezes por aqui. Menezes Leitão, Menezes Cordeiro, Menezes da Costa. Dias Menezes só euzinha mesmo até agora, mas lembrem-se de que isso é tudo apelido!
E por falar no tema, eu quase mudei de nome aqui em Portugal. Como os portugueses não conseguem falar “Elisângela” (só conhecem Ângela), tenho me identificado sempre como Elis, mas nem isso sai da boca deles. Eles falam algo como “AÉLICHH”, bem chiado e acentuado. Aí outro dia o cara da TV a cabo, que era brasileiro, ouviu um português me chamar e perguntou se meu nome era Alice. Ai, ai, só faltava essa: Elis no país das maravilhas!
Outra gíria portuguesa é a palavra “giro”. Dizer que alguma coisa é giro é falar que é bacana, fino, legal. Então aqui o que não é “fixe” (X com som de CH, lembram?) é “giro”. São sinônimos. Que giro!
Vagabundo aqui é simplesmente um desabrigado e não tem conotação de malandragem. Não ofende ninguém. Aliás, mesmo os que pedem dinheiro no metro (se lê métro) estão sempre com um bom casaco, limpos, calçados e penteados. E para os desempregados o governo para um bom salário durante um ano!
Esteira de ginástica aqui é passadeira. Em compensação, passar roupa é engomar (há quanto tempo não escutamos esse verbo aí?).
Bicha aqui, como muitos já sabem, é sinônimo de fila. Para chamar alguém de gay, eles usam as seguintes expressões: paneleiro, panasca, rôto, panilas, panisga. Quando ouvem um brasileiro chamar alguém de viado acham estranho, mas agora já entendem a associação pejorativa com o pobre do bichinho.
Até que enfim entendi o uso do “consigo”. Ele substitui o nosso tratamento formal a terceiros. É como se estivessem dizendo “com o(a) senhor(a)”. Se a pessoa já é íntima ou é da mesma idade eles usam o “contigo”, que substitui o “com você”. Ai, deu pra entender tanto pronome de tratamento?
Noite
Esses dias passei pela minha primeira experiência policialesca, mas minha ficha ainda está limpa (risos). É que ao final de uma festa eu voltava de carona para casa com um amigo português e ele foi parado numa blitz. Soprou o bafômetro, que aqui se chama alcolímetro e é super rigoroso. Resultado: ficamos uma hora parados na rua, a um frio de 10 graus, à mercê da boa vontade dos policiais e o meu amigo foi multado e impedido de dirigir de volta pra casa. Assim, de carona eu virei motorista e tive que conduzir o carro dele por ruas que nunca tinha andado, nem a pé. Valeram-me os anos de motorista aí no Brasil e tudo correu bem entre a embreagem e o meu pé nº36, mas da próxima vez prefiro voltar de táxi.
Universidade
Portugal aderiu ao tratado de Bolonha, que foi assinado entre os países da Europa. Com isso, as universidades aqui podem oferecer cursos de graduação e mestrado integrados. Os alunos ficam 5 anos na faculdade e saem com o título de mestres. Muito bom. É por isso que aqui todo mundo é doutor. Se você é graduado já é doutor, não importa qual a sua área. Como quase todo mundo aqui tem acesso ao ensino superior, essa deve ser uma das cidades mais “doutoradas” do mundo.
Outro dia teve um protesto na Universidade de Lisboa por causa do aumento das propinas. Não se assustem: não era nenhuma CPI ou investigação da polícia federal. É que aqui as taxas cobradas pelas universidades públicas (o ensino público é pago sim senhor) se chamam propinas e os alunos reclamam que depois que Portugal adotou o euro os valores quadruplicaram.
Tem um professor famoso aqui,que não obstante seja uma fonte de conhecimento inesgotável, fala rápido e pra dentro, enquanto baba pelo canto da boca. Incomodado, o mestre, que nem velho é, limpa a boca o tempo todo e fica olhando pro cuspe na própria mão, como se estivesse a analisar de onde vem tanta saliva. Nem preciso dizer que ninguém consegue aprender nada não é? Uma dó porque os livros dele representam doutrina de qualidade, mas precisa muito resolver esse probleminha de dicção e é claro, de glândulas.
O semestre letivo aqui dura só 4 meses: o primeiro começa em novembro e vai até fevereiro e o segundo vai de março a junho. Significa que ao final de um ano terei economizado 4 meses de vida acadêmica. Que mordomia!
Lugares
O lugar do momento é o meu ap...(risos). Banheiro aqui se chama casa de banho e o meu é muito especial: são dois cômodos que não se comunicam, fincando em um deles o vaso e a pia e no outro apenas o chuveiro, que é composto por uma generosa mas simples ducha de mão. Pra lavar os cabelos tenho que pendurar a ducha num ganho mais baixo que eu e literalmente agachar. Garanto que não é uma cena bonita...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Bem, mas não estou reclamando não. O apartamento é ótimo: tem quartos grandes, está todo mobiliado, inclusive com eletrodomésticos e fica numa região muito acessível da cidade.
Ao perguntar sobre o porquê de não haver garagem nem no meu e nem nos outros prédios da rua, fui informada de que as construções do bairro têm pelo menos uns 150 anos e simplesmente são precedentes à existência dos carros. Isso é que é engenharia...
Conheci essa semana o prédio da Assembléia da República (o Congresso Nacional deles). É realmente belíssimo: tem umas estátuas de uns leões em tamanho natural na porta que só faltam rugir de verdade.
Esporte
Preciso corrigir alguns erros da edição passada. Primeiro que o nome do time é Sporting e não Sport e segundo que o jogo da seleção foi pela repescagem da copa do Mundo. Quanto a esse ponto os portugueses estão felizes: depois de dois duríssimos jogos contra a Bósnia, nos quais Portugal venceu por sofridos e iguais placares de 1 a 0, o país finalmente já pode preparar as malas para a África do Sul. A festa, bem mixuruca, não se compara à nossa euforia futebolística que invade ruas, bares e lares.
O Benfica perdeu para o Guimarães e está fora da Taça de Portugal, mas sábado o time joga contra o Sporting (com ING dessa vez) pela Liga Sagres de Futebol (um clááássico no campo do Sporting). O ingresso custa míseros 30 euros. E mais, sportinguista aqui é elite e benfiquista é povão. Como em Minas, cruzeirenze é nobreza e atleticano é da massa. Não sei por que, mas tô sentindo uma forte atração pelo Benfica (Galooo!!!Vamos sair desse quarto lugar...pra frente é que se anda!)
Ainda não falei do time do Porto. É o mais poderoso no momento: ganhou todos os maiores e melhores campeonatos internacionais dos últimos anos e dizem que tem uma equipe fortíssima.
Entretenimento
A banda de rock mais famosa daqui se chama “Xutos e Pontapés”. É com X mesmo e os caras fazem um som bacana. No you tube dá pra ouvir algumas músicas. Claro que como boa autoralista que sou já estou a procura do melhor CD da banda, para adquirir, pagando os devidos direitos autorais.
A Amália Rodrigues é a principal cantora de Fado daqui. Eles simplesmente a veneram.
Cozinha
Bom, já falei que queijo fresco e pão aqui não são os melhores produtos, não é? Pois bem, achei uma lojinha de produtos brasileiros e comprei polvilho (além de canjiquinha, humm) . Agora vou ensaiar uma receita de pão-de-queijo, dessas da Internet mesmo, ainda que nunca tenha sido uma especialista nessa arte aí nas nossas Minas Gerais. É que em terra de cego, ou se lê sistema Braille ou se morre de fome.
Continuando com o capítulo “feijão”, aqui eles têm um feijão pronto enlatado que ajuda a enganar o estômago saudosista. Mas cada grão é tão grande que na pequena latinha de não mais do que 200 gramas devem vir no máximo uns 10 bagões. É o famoso casamento do arrozinho (o pré-cozido e duro pacas) com o feijãozão.
Pesadas
Sabe aquela palavra mais vulgar que se usa pra descrever a genitália feminina aí no Brasil? Não é nada feia comparada com a que vou dizer agora: CONA. Se alguém disser esse termo aqui, tá falando um palavrão tão baixo que faz corar senhoras e mocinhas.
Olha, gente não é mentira: teve uma campanha de vacinação aqui em que o governo perguntava aos pais se já tinham dado a pica no rabo de seus filhinhos. Claro que se referiam meramente à vacina injetável, nos bumbuns de seus bebês, mas, convenhamos, aí no Brasil o comercial deixaria pais e mães petrificados.
Bem, dito tudo isso, termino justificando porque o diário dessa semana demorou tanto. É que estava em missão oficial! Nesta última segunda apresentei uma aula no doutoramento sobre um livro em italiano (o tema era história das codificações). Como a minha intimidade com aquele idioma era ”veramente” inexistente, tive que rebolar, fazendo uma tradução bastante livre. “Grazie a Dio” no final tudo deu certo e a aula correu muito bem, mas o trabalho me custou alguns pesadelos em italiano...hehehehehehe. Que venham outros desafios.
Cuidem-se todos e até breve. Desculpem pela canseira descritiva...foi para tirar o atraso.
Beijos
Elis
OBS: obrigada pelos retornos carinhosos e pelo incentivo...escrever essas linhas tem sido pura diversão!
Sejam muito bem-vindos ao Diário de Bordo da Elis.
Superada a fase Cabral, me apraz ser a Elis Vaz de Caminha. O diário dessa semana ficou longo, como as cartas do nosso querido dedo-duro histórico oficial!!
Pessoas, isso aqui é, com efeito, uma experiência absolutamente antropológica!
Língua
A palavra apelido aqui é sinônimo de sobrenome. Então todos nós aqui temos um primeiro nome e um apelido. Até eu descobrir isso me identifiquei muitas vezes como Elisângela Elis, achando que estava arrasando.
Aliás, to me sentindo muito à vontade com meu apelido português, pois tem um monte de Menezes por aqui. Menezes Leitão, Menezes Cordeiro, Menezes da Costa. Dias Menezes só euzinha mesmo até agora, mas lembrem-se de que isso é tudo apelido!
E por falar no tema, eu quase mudei de nome aqui em Portugal. Como os portugueses não conseguem falar “Elisângela” (só conhecem Ângela), tenho me identificado sempre como Elis, mas nem isso sai da boca deles. Eles falam algo como “AÉLICHH”, bem chiado e acentuado. Aí outro dia o cara da TV a cabo, que era brasileiro, ouviu um português me chamar e perguntou se meu nome era Alice. Ai, ai, só faltava essa: Elis no país das maravilhas!
Outra gíria portuguesa é a palavra “giro”. Dizer que alguma coisa é giro é falar que é bacana, fino, legal. Então aqui o que não é “fixe” (X com som de CH, lembram?) é “giro”. São sinônimos. Que giro!
Vagabundo aqui é simplesmente um desabrigado e não tem conotação de malandragem. Não ofende ninguém. Aliás, mesmo os que pedem dinheiro no metro (se lê métro) estão sempre com um bom casaco, limpos, calçados e penteados. E para os desempregados o governo para um bom salário durante um ano!
Esteira de ginástica aqui é passadeira. Em compensação, passar roupa é engomar (há quanto tempo não escutamos esse verbo aí?).
Bicha aqui, como muitos já sabem, é sinônimo de fila. Para chamar alguém de gay, eles usam as seguintes expressões: paneleiro, panasca, rôto, panilas, panisga. Quando ouvem um brasileiro chamar alguém de viado acham estranho, mas agora já entendem a associação pejorativa com o pobre do bichinho.
Até que enfim entendi o uso do “consigo”. Ele substitui o nosso tratamento formal a terceiros. É como se estivessem dizendo “com o(a) senhor(a)”. Se a pessoa já é íntima ou é da mesma idade eles usam o “contigo”, que substitui o “com você”. Ai, deu pra entender tanto pronome de tratamento?
Noite
Esses dias passei pela minha primeira experiência policialesca, mas minha ficha ainda está limpa (risos). É que ao final de uma festa eu voltava de carona para casa com um amigo português e ele foi parado numa blitz. Soprou o bafômetro, que aqui se chama alcolímetro e é super rigoroso. Resultado: ficamos uma hora parados na rua, a um frio de 10 graus, à mercê da boa vontade dos policiais e o meu amigo foi multado e impedido de dirigir de volta pra casa. Assim, de carona eu virei motorista e tive que conduzir o carro dele por ruas que nunca tinha andado, nem a pé. Valeram-me os anos de motorista aí no Brasil e tudo correu bem entre a embreagem e o meu pé nº36, mas da próxima vez prefiro voltar de táxi.
Universidade
Portugal aderiu ao tratado de Bolonha, que foi assinado entre os países da Europa. Com isso, as universidades aqui podem oferecer cursos de graduação e mestrado integrados. Os alunos ficam 5 anos na faculdade e saem com o título de mestres. Muito bom. É por isso que aqui todo mundo é doutor. Se você é graduado já é doutor, não importa qual a sua área. Como quase todo mundo aqui tem acesso ao ensino superior, essa deve ser uma das cidades mais “doutoradas” do mundo.
Outro dia teve um protesto na Universidade de Lisboa por causa do aumento das propinas. Não se assustem: não era nenhuma CPI ou investigação da polícia federal. É que aqui as taxas cobradas pelas universidades públicas (o ensino público é pago sim senhor) se chamam propinas e os alunos reclamam que depois que Portugal adotou o euro os valores quadruplicaram.
Tem um professor famoso aqui,que não obstante seja uma fonte de conhecimento inesgotável, fala rápido e pra dentro, enquanto baba pelo canto da boca. Incomodado, o mestre, que nem velho é, limpa a boca o tempo todo e fica olhando pro cuspe na própria mão, como se estivesse a analisar de onde vem tanta saliva. Nem preciso dizer que ninguém consegue aprender nada não é? Uma dó porque os livros dele representam doutrina de qualidade, mas precisa muito resolver esse probleminha de dicção e é claro, de glândulas.
O semestre letivo aqui dura só 4 meses: o primeiro começa em novembro e vai até fevereiro e o segundo vai de março a junho. Significa que ao final de um ano terei economizado 4 meses de vida acadêmica. Que mordomia!
Lugares
O lugar do momento é o meu ap...(risos). Banheiro aqui se chama casa de banho e o meu é muito especial: são dois cômodos que não se comunicam, fincando em um deles o vaso e a pia e no outro apenas o chuveiro, que é composto por uma generosa mas simples ducha de mão. Pra lavar os cabelos tenho que pendurar a ducha num ganho mais baixo que eu e literalmente agachar. Garanto que não é uma cena bonita...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Bem, mas não estou reclamando não. O apartamento é ótimo: tem quartos grandes, está todo mobiliado, inclusive com eletrodomésticos e fica numa região muito acessível da cidade.
Ao perguntar sobre o porquê de não haver garagem nem no meu e nem nos outros prédios da rua, fui informada de que as construções do bairro têm pelo menos uns 150 anos e simplesmente são precedentes à existência dos carros. Isso é que é engenharia...
Conheci essa semana o prédio da Assembléia da República (o Congresso Nacional deles). É realmente belíssimo: tem umas estátuas de uns leões em tamanho natural na porta que só faltam rugir de verdade.
Esporte
Preciso corrigir alguns erros da edição passada. Primeiro que o nome do time é Sporting e não Sport e segundo que o jogo da seleção foi pela repescagem da copa do Mundo. Quanto a esse ponto os portugueses estão felizes: depois de dois duríssimos jogos contra a Bósnia, nos quais Portugal venceu por sofridos e iguais placares de 1 a 0, o país finalmente já pode preparar as malas para a África do Sul. A festa, bem mixuruca, não se compara à nossa euforia futebolística que invade ruas, bares e lares.
O Benfica perdeu para o Guimarães e está fora da Taça de Portugal, mas sábado o time joga contra o Sporting (com ING dessa vez) pela Liga Sagres de Futebol (um clááássico no campo do Sporting). O ingresso custa míseros 30 euros. E mais, sportinguista aqui é elite e benfiquista é povão. Como em Minas, cruzeirenze é nobreza e atleticano é da massa. Não sei por que, mas tô sentindo uma forte atração pelo Benfica (Galooo!!!Vamos sair desse quarto lugar...pra frente é que se anda!)
Ainda não falei do time do Porto. É o mais poderoso no momento: ganhou todos os maiores e melhores campeonatos internacionais dos últimos anos e dizem que tem uma equipe fortíssima.
Entretenimento
A banda de rock mais famosa daqui se chama “Xutos e Pontapés”. É com X mesmo e os caras fazem um som bacana. No you tube dá pra ouvir algumas músicas. Claro que como boa autoralista que sou já estou a procura do melhor CD da banda, para adquirir, pagando os devidos direitos autorais.
A Amália Rodrigues é a principal cantora de Fado daqui. Eles simplesmente a veneram.
Cozinha
Bom, já falei que queijo fresco e pão aqui não são os melhores produtos, não é? Pois bem, achei uma lojinha de produtos brasileiros e comprei polvilho (além de canjiquinha, humm) . Agora vou ensaiar uma receita de pão-de-queijo, dessas da Internet mesmo, ainda que nunca tenha sido uma especialista nessa arte aí nas nossas Minas Gerais. É que em terra de cego, ou se lê sistema Braille ou se morre de fome.
Continuando com o capítulo “feijão”, aqui eles têm um feijão pronto enlatado que ajuda a enganar o estômago saudosista. Mas cada grão é tão grande que na pequena latinha de não mais do que 200 gramas devem vir no máximo uns 10 bagões. É o famoso casamento do arrozinho (o pré-cozido e duro pacas) com o feijãozão.
Pesadas
Sabe aquela palavra mais vulgar que se usa pra descrever a genitália feminina aí no Brasil? Não é nada feia comparada com a que vou dizer agora: CONA. Se alguém disser esse termo aqui, tá falando um palavrão tão baixo que faz corar senhoras e mocinhas.
Olha, gente não é mentira: teve uma campanha de vacinação aqui em que o governo perguntava aos pais se já tinham dado a pica no rabo de seus filhinhos. Claro que se referiam meramente à vacina injetável, nos bumbuns de seus bebês, mas, convenhamos, aí no Brasil o comercial deixaria pais e mães petrificados.
Bem, dito tudo isso, termino justificando porque o diário dessa semana demorou tanto. É que estava em missão oficial! Nesta última segunda apresentei uma aula no doutoramento sobre um livro em italiano (o tema era história das codificações). Como a minha intimidade com aquele idioma era ”veramente” inexistente, tive que rebolar, fazendo uma tradução bastante livre. “Grazie a Dio” no final tudo deu certo e a aula correu muito bem, mas o trabalho me custou alguns pesadelos em italiano...hehehehehehe. Que venham outros desafios.
Cuidem-se todos e até breve. Desculpem pela canseira descritiva...foi para tirar o atraso.
Beijos
Elis
OBS: obrigada pelos retornos carinhosos e pelo incentivo...escrever essas linhas tem sido pura diversão!
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